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POLÍTICA SE FAZ COM O POVO

Eu não acredito em uma política construída apenas dentro de gabinetes. As decisões que afetam a vida das pessoas precisam ouvir quem está vivendo os problemas todos os dias. Quem enfrenta a falta de água sabe onde ela falta. Quem depende do transporte sabe onde o sistema falha. Quem produz alimentos conhece as dificuldades da produção. Quem vive na periferia conhece problemas que muitas vezes não aparecem nos relatórios oficiais.

Participação popular não pode acontecer somente durante as eleições. Precisa existir antes, durante e depois. Uma democracia verdadeiramente participativa precisa criar espaços permanentes para que comunidades, trabalhadores, estudantes, agricultores, mulheres, pessoas com deficiência e juventudes possam apresentar demandas, acompanhar políticas e cobrar resultados.

Também precisamos recuperar a ideia de que política é construção coletiva. Nenhuma pessoa sozinha conhece a realidade inteira de um estado tão diverso quanto o Ceará. É preciso juntar experiências, conhecimentos e diferentes formas de organização. A política pública melhora quando quem será afetado por ela consegue participar de sua construção.

É nesse espírito que quero fazer política: ouvindo, organizando, propondo e cobrando. Um mandato não deve ser uma propriedade particular de quem foi eleito. Deve ser uma ferramenta colocada a serviço da população. Isso significa prestar contas, manter diálogo com os territórios e transformar demandas concretas em propostas e ações políticas.

Eu acredito que o Ceará pode construir um caminho diferente. Um caminho em que desenvolvimento não seja medido apenas por números econômicos, mas também pela capacidade de garantir comida, saúde, educação, cultura, trabalho, cuidado e dignidade. A política que eu defendo nasce do povo e volta para o povo. Porque, no fim, nenhuma transformação verdadeira acontece sem que as pessoas sejam protagonistas dela.